quinta-feira, 27 de agosto de 2026

VIVÊNCIAS COM USAMA SAMARA - AS 9 BATALHAS SILENCIOSAS DE QUEM ENVELHECE — E QUE QUASE NINGUÉM VÊ

 

VIVÊNCIAS COM USAMA SAMARA

 

AS 9 BATALHAS SILENCIOSAS DE QUEM ENVELHECE — E QUE QUASE NINGUÉM VÊ

 

Existe uma parte do envelhecimento sobre a qual quase ninguém fala. Falamos das rugas, dos cabelos brancos, da aposentadoria, dos exames médicos, dos medicamentos e das limitações físicas.

Mas e aquilo que acontece por dentro?

A Psicologia e os estudos sobre envelhecimento vêm chamando atenção para uma realidade importante: chegar aos 60, 70 ou 80 anos não significa apenas acumular experiências. Significa também enfrentar mudanças profundas na identidade, nos relacionamentos, na autonomia e na maneira como enxergamos o próprio tempo.

E muitas dessas batalhas, meus amigos, são silenciosas.

 

1.      A sensação de invisibilidade

 

Durante décadas fomos profissionais, pais, mães, responsáveis por famílias, empresas e decisões. De repente, percebemos que o mundo parece olhar mais para os jovens, e a sensação de invisibilidade começa a pairar no ar, na nossa mente e, a partir disso, é possível surgir uma pergunta difícil de responder: “Ainda sou importante para alguém?”

Ah, confesso que é uma pergunta intrigante, mas ouso dizer que sim, ainda somos importantes.

O problema é que uma sociedade obcecada pela juventude muitas vezes esquece de valorizar aquilo que somente o tempo pode oferecer: experiência, memória, conhecimento e maturidade.

 

2. Os amigos começam a desaparecer

 

Outra das batalhas que assolam nossa cabeça é que, com o passar dos anos, o círculo social tende a diminuir.

Alguns amigos mudam de cidade. Outros se afastam. Alguns conflitos familiares permanecem sem solução e, inevitavelmente, algumas pessoas que amamos partem, essa é uma das partes mais dolorosa, o vazio que nos causa quando um ente querido deixa essa vida é, indubitavelmente, doloroso. A casa pode continuar cheia, mas a vida social pode ficar silenciosa.

Por isso, cultivar amizades depois dos 60 não é luxo é cuidado emocional.

 

3.      Aprender a pedir ajuda

 

Partimos do pressuposto que existe uma geração que aprendeu a resolver seus próprios problemas. Essa é a chamada a “Geração Baby Bommer”, ou seja, aqueles que nasceram nas décadas de 40, 50 e 60.

É a geração do: “Eu sempre dei conta”, “deixa comigo que eu resolvo”, mas chega um momento em que pedir ajuda não significa incapacidade, significa inteligência.

Aceitar apoio dos filhos, dos amigos ou de outras pessoas não precisa representar perda de autonomia, muito pelo contrário, às vezes, a verdadeira autonomia está justamente em saber quando precisamos do outro.

 

4.      O mundo tecnológico mudou depressa demais

 

Não é de se espantar que, muita gente que hoje tem 60, 70 ou 80 anos nasceu em um mundo sem internet, sem celular, sem WhatsApp e sem inteligência artificial, (como vivíamos assim heim? rsrs) e, de repente, precisa fazer tudo por aplicativos.

Banco; Consultas; Documentos; Compras; conversas. Tudo isso na palma da sua mão, esquecemos o Correio, as cartas, o telegrama, as filas dos Bancos, os orelhões...

É natural sentir dificuldade. Mas existe algo bonito nessa geração: ela já aprendeu a atravessar enormes transformações, e quem passou da máquina de escrever ao computador, do telefone fixo ao smartphone e das cartas às mensagens instantâneas já demonstrou uma enorme capacidade de adaptação, isso é “ipso facto” e, talvez ainda possamos aprender muito mais coisas.

 

5. O vazio que pode aparecer depois da aposentadoria

 

Ouvi muito essa frase: “Chegou a hora de pendurar as chuteiras”! Durante muitos anos, nossa profissão respondeu à pergunta: “Quem sou eu?”. Quando o trabalho termina, essa pergunta pode voltar e, é possível que essa seja uma das maiores tarefas da maturidade: descobrir que nossa identidade é muito maior do que nossa profissão.

A aposentadoria pode ser o fim de uma carreira, mas não precisa ser o fim de uma vida produtiva e, teimo em dizer, que pode ser o começo de projetos que ficaram esperando lá no fundo de uma gaveta, nas páginas de um diário, nos projetos não concluídos.

 

6.      A distância entre gerações

 

Filhos e netos vivem em um mundo diferente daquele em que crescemos. Mudaram a linguagem, os costumes, a tecnologia, os relacionamentos e até a maneira de enxergar a vida. Às vezes não conseguimos compreender os mais jovens, e eles também não conseguem compreender completamente o nosso passado.

Talvez o caminho não seja tentar transformar um no outro, mas acredito que seja aprender a conversar.

 

7. O corpo começa a impor limites

 

Agora, tenho certeza, que vou tocar naquilo que todos passamos, uns mais outros menos, rsrsr, e, com certeza seja uma das mudanças mais difíceis.

A cabeça ainda quer, mas o corpo nem sempre acompanha, oh dificuldade, pois as atividades que antes eram simples passam a exigir muito mais cuidado.

O ritmo diminui, a recuperação demora mais e isso pode afetar a autoestima, dar a sensação que não vamos mais conseguir.

Mas envelhecer não significa deixar de viver, significa aprender a viver respeitando um corpo que mudou. E cuidar do nosso corpo deveria ter sido desde há muito tempo lá atrás, mas, deixamos para agora, então é essa a hora de levantar, caminhar, fazer exercícios ou ir para a academia reforçar os músculos (Não esquecer o acompanhamento médico).

 

8. Os sonhos que ficaram para trás


Existe uma pergunta que muitas pessoas fazem quando percebem o avanço da idade: “Será que ainda dá tempo?” Duvido que alguém não se tenha feito essa indagação! A resposta nem sempre é simples. Alguns projetos realmente precisarão ser adaptados, outros talvez precisem ser abandonados, mas muitos ainda podem nascer, como: Aprender uma língua; viajar; estudar; escrever um livro; criar um negócio; voltar a dançar; aprender música; fazer um curso e, porque não, Começar um novo relacionamento se for o caso? Ou, simplesmente, realizar aquela coisa que sempre desejamos e nunca tivemos coragem de fazer.

Meus queridos amigos, a idade muda o tempo disponível, mas não necessariamente elimina o desejo de viver!

 

9. A consciência de que a vida é finita

 

Aqui, acredito esteja a batalha mais silenciosa de todas.

Quando somos jovens, a morte parece distante e, realmente está. Depois dos 60, começamos a perceber o tempo de maneira diferente, experiência própria. Não necessariamente com medo por não saber a hora da nossa ida, mas às vezes com mais consciência.

Começamos a compreender que o tempo não deve ser apenas contado em anos. Ele deve ser contado em experiências, em encontros, em abraços, em viagens, em conversas, em histórias, mas não menos importante, em momentos que realmente valeram a pena!

 

MAS EXISTE UM OUTRO LADO DESSA HISTÓRIA


Existe uma característica que muitas pessoas dessa geração desenvolveram ao longo da vida: A RESILIÊNCIA. Não porque todo mundo que nasceu entre as décadas de 1950 e 1970 seja necessariamente mais forte emocionalmente. Mas porque muitas dessas pessoas cresceram em um mundo que exigia paciência.

Era preciso esperar. Esperar uma carta. Esperar o telefone. Esperar o resultado de alguma coisa. Esperar para comprar. Esperar para conquistar.

E, principalmente, aprender a lidar com frustrações sem a possibilidade de simplesmente apertar uma tela e obter uma resposta imediata.

Essa experiência pode ter desenvolvido habilidades que continuam extremamente valiosas: paciência, adaptação, tolerância à frustração e capacidade de enfrentar períodos difíceis.

Mas existe uma lição ainda mais importante: RESILIÊNCIA NÃO TEM IDADE.

Ela pode ser construída durante toda a vida. Podemos aprender a recomeçar aos 20, aos 40, aos 60, aos 70 e aos 80. Porque envelhecer não significa abandonar os sonhos.

Significa, talvez, aprender a escolher melhor quais deles realmente merecem nosso tempo.

TALVEZ A GRANDE PERGUNTA NÃO SEJA “QUANTOS ANOS AINDA EU TENHO?”

Talvez seja: “O que ainda quero fazer com os anos que tenho pela frente?”

Essa mudança de pergunta pode transformar completamente a maneira como enxergamos a maturidade, pois não somos apenas aquilo que já fizemos, tenham certeza que somos também aquilo que ainda podemos construir.

A vida depois dos 60 não precisa ser uma despedida, pode ser uma nova forma de presença, pode ser uma fase em que aprendemos a selecionar melhor as pessoas, os lugares, os projetos e as batalhas que realmente merecem nossa energia.

E talvez uma das maiores conquistas da maturidade seja esta: “não precisar mais provar para o mundo quem somos”.

Depois de tantos anos, podemos simplesmente viver com menos pressa, com mais consciência, e com mais histórias para contar.

E, principalmente, com a liberdade de descobrir que ainda existe muita vida pela frente, estejam certos disso.

E VOCÊ?

Se você já passou dos 60, qual dessas batalhas silenciosas mais se parece com a sua realidade? Ou, talvez, você tenha descoberto outra que não apareceu aqui. Conte sua experiência nos comentários.

 

Vivências com Usama Samara. Porque envelhecer faz parte da vida, mas viver continua sendo uma escolha.

 

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